Negar a Vida da Alma em Realidade (Mt 16:24)!

Negar a Vida da Alma em Realidade (Mt 16:24)!

1 Introdução
Ao longo dos anos da minha vida cristã percebi que a expressão “Negar a Vida da Alma” é utilizada em muitas situações como uma anulação da vontade humana ou aniquilação da personalidade, e até mesmo negação desta última, alegando de forma simplista que a alma/personalidade humana não serve para a edificação da igreja. Devido ter notado a compreensão errônea acerca da referida expressão empregada por vários santos, fui motivado a mergulhar na palavra de Deus sobre o assunto e extrair as riquezas derivadas desta garimpagem na palavra. Vamos entrar agora na comunhão acerca do verdadeiro significado de uma terminologia que não é bíblica, contudo, o fato de não ser escritural não significa que não possua valor espiritual hoje na vida de cristãos do mundo inteiro. Destarte, vamos perceber nesta comunhão a realidade espiritual que podemos extrair do referido termo, pois embora não seja um termo bíblico a realidade espiritual expressa através da referida expressão é escritural.

2 As Três Partes do Homem: A Personalidade
O homem possui três partes importantes, que são o corpo, espírito e alma “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma, e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5:23). O corpo físico é a parte mais exterior dos seres humanos, onde é possível contatar o mundo físico, ele possui várias necessidades próprias da natureza humana e é com ele que servimos a Deus “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixões de Deus, que apresenteis os vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso serviço racional” (Rm 12:1) – Versão Restauração; e precisamos cuidar muito bem dele porque o corpo humano é santuário do Espírito Santo “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Co 6:19-20) – Versão Restauração; “Assim também os maridos devem amar a sua esposa, como a seu próprio corpo; quem ama a sua esposa, ama a si mesmo. Pois ninguém jamais odiou a própria carne; pelo contrário, nutri-a e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5:28-29) – Versão Restauração. Por isso, neste contexto, devemos amar a nós mesmo, na medida em que devemos amar o nosso corpo, pois é santuário do Espírito Santo!

O espírito humano foi formado dentro do homem pelo próprio Deus “(...) Fala o Senhor, o que estende o céu, fundou a terra e que formou o espírito do homem dentro nele” (Zc 12:1); e é um elemento usado para contatarmos a Deus e adorarmos a sua pessoa, pois “Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24); “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas orarei também com a mente; cantarei com o espírito, mas cantarei também com a mente” (1Co 14:15) – Versão Restauração. Claramente, observamos nestes versículos que a mente deve ser exercitada! Assim como podemos orar e cantar com o espírito, podemos orar e cantar com a com a mente.

A mente é o componente da alma com o qual pensamos “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 2:14); este último versículo demonstra claramente que existe diferença entre alma e espírito. Devido ao pecado a mente está vulnerável a corrupção “(...) Porque, tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tt 1:15); os pensamentos humanos devem conter virtudes retas encontradas também no próprio Deus como verdade, respeito, justiça, pureza, amor, boa fama “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fp 4:8); e o Senhor ainda nos diz para pensarmos “nas coisas lá do alto não nas que são daqui da terra” (Cl 3:2); devido ao pecado a mente está sujeita a corrupção, contudo, o Senhor diz para não nos conformarmos com este século (ou era), mas para transformar-nos pela renovação de nossas mentes, pois, somente através da renovação da mente é que podemos experimentar qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12: 2), por isso, precisamos que a paz de Deus guarde as nossas mentes (Fp 4:7). É na mente que estão as lembranças ou recordações (2 Pe 3:1-2); e por não entender a chamada língua estranha falada por alguns irmãos a mente pode ficar infrutífera (1 Co 14:14). Todos nós podemos e devemos usar as nossas mentes! Os únicos seres humanos que não usam a mente são os anencéfalos, e isto porque nascem sem cérebro (ou parcialmente sem cérebro), todavia até mesmo as pessoas esquizofrênicas (doentes mentais) usam a mente! Afinal de contas é com a mente que também oramos e cantamos “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas orarei também com a mente; cantarei com o espírito, mas cantarei também com a mente” (1Co 14:15) – Versão Restauração. A grande questão é que nós cristãos devemos andar e viver no Espírito (Gl 5:16,25), e para isto é necessário pôr a nossa mente no Espírito: “Pois a mente posta na carne é morte, mas a mente posta no espírito é vida e paz” (Rm 8:6) – Versão Restauração.

A emoção é expressa na alma humana através da alegria, tristeza, choro, pavor, frustração, o próprio Senhor Jesus teve várias das expressões emocionais como, por exemplo, na circunstância em que Ele chorou “Jesus chorou” pela condição de incredulidade das pessoas a sua volta por não conceberem no poder que Ele tem de ressuscitar Lázaro (Jo 10:35). E expressou a sua agonia em Lc 22:42-46 quando pediu para o Pai não permitir que ele passasse por este momento que estava lhe levando a tristeza ao ponto de suar sangue (momentos que antecederam a sua morte).

A vontade (I Ts 5:23) está relacionada com o desejo do ser humano, a necessidade intrínseca de obter, atingir ou alcançar um objetivo, de maneira consciente ou não. Portanto, está relacionado ao processo decisório, ao “livre arbítrio” (Dt 28), em que o indivíduo opta pelas escolhas possíveis de fazer ou não fazer alguma coisa; ou ao ato de julgar, opinar, ou sugerir. A resolução de qualquer assunto geralmente depende da vontade. O homem foi criado por Deus com mente vontade e emoção, que dão a “cor necessária a personalidade”, e são a própria personalidade humana. O homem possui três partes importantes, que são o espírito, a alma e o corpo.

A alma humana contém a personalidade, e é através da personalidade que os seres humanos se expressam, esta expressão se manifesta por meio da mente, emoção e vontade. A personalidade é o canal que Deus expressa a sua vontade, a sua vida, a sua pessoa, de forma que a pessoa de Cristo seja manifesta SEM ANULAR QUEM SOMOS! Pois o objetivo de Deus não é destruir a personalidade humana, mas ser glorificado por pessoas que vivem pelos princípios de Cristo através da vida de Deus.

3 Se alguém quer...
No livro de Mateus, capítulo 16, versículo 24, encontra-se o excerto bíblico mais apregoado sobre o termo “Negar a Vida da Alma”, em que o Senhor diz “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Observem que o versículo começa com “querer” ir até o Senhor, ou seja, com “a vontade humana” possuindo a opção de decidir ir até o Senhor Jesus ou não, indicada pela conjunção condicional “Se”. Não significando, portanto, uma anulação da vontade humana, mas em um poder de escolha entregue pelo próprio Deus ao homem. Desta forma, a disposição de querer ir até ao Senhor deve surgir de uma escolha que é realizada pelo próprio homem. Na verdade quando nós queremos ir até o Senhor, se trata de uma vontade “Conjunta”, na medida em que o Senhor quer que nós queiramos/desejemos ir até Ele.

O Senhor Jesus não força compulsoriamente o ser humano a realizar a escolha de ir após Ele, pois se trata de uma decisão pessoal. Isto é reforçado no episódio da cura do cego Bartimeu (Mc 10: 51), quando o Senhor pergunta “Que queres que eu te faça?”, e Bartimeu responde: “Mestre, que eu torne a ver”. Certamente Bartimeu já tinha conhecimento de que o Senhor Jesus curava as pessoas, então, poderia ter pensado: Ou este homem é louco por fazer esta pergunta, pois sabe que sou cego, ou é cego. Entretanto, o Senhor nem era louco, e nem era cego, mas apenas respeitou a decisão que somente Bartimeu deveria tomar.
No versículo 24 “negar-se a si mesmo” implica em abrir mão do ego, ou seja, da vida natural ou anímica. No versículo 25 do livro de Mateus o Senhor diz: “Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida da alma por Minha causa, achá-la-á. – Versão Restauração. Quer dizer, quem quiser preservar o seu ego, que é parte da alma danificada pelo pecado, perdê-la-á, e quem perder o ego hoje (na era da igreja) por amor ao Senhor Jesus, ACHARÁ A SUA VIDA DA ALMA! (Lc 9:24; 17:33; Jo 12:25; 1 Pe 1:9), pois o problema na vida da alma é o ego. Pois o Senhor não quer destruir a alma do homem, mas salva-la: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a ruína, mas dos que têm fé para ganhar a alma” – Versão Restauração. A tradução para “ganhar a alma” também admite “preservação da alma”, que é uma recompensa para os que se submeteram ao trabalhar da cruz de Cristo que resulta em perder o ego, por receber mais da pessoa de Cristo: “obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1 Pe 1:9).
Assim, o negar a si mesmo, que é negar o ego, também utilizado por muitos cristãos como negar a vida da alma, não implica em o cristão ficar contínua e permanentemente sofrendo, como no ascetismo combatido por Paulo na carta aos Colossenses (Cl 2:23). Ou seja, como em um autoflagelo de o próprio cristão promover sofrimentos a si mesmo acreditando que isto produzirá amadurecimento na vida de Deus. O Senhor Jesus não deseja que os cristãos fiquem sofrendo, Ele não gosta de torturar os seus filhos como se fosse um sádico a todo o tempo punindo-os. Se o cristão continua sofrendo após dizer que foi crucificado com Cristo, é porque se encontra Vivo! Pois se tivesse morrido NADA deste mundo exterior o afetaria, pois estaria verdadeiramente morto com Cristo (Gl 2:19-20).

4 Conclusão
Vemos que o Senhor concede o livre arbítrio para o homem, ele não é um intruso na vida dos cristãos, pois Ele está a porta e bate; esperando que nós ouçamos a sua voz; e ceia conosco se nós realmente quisermos (Ap 3:20). Ele quer que nós sejamos vencedores na pessoa de Cristo, e quer saber se nós queremos! Ele não obriga ninguém a segui-lo, não ROBOTIZA ninguém, mas, aguarda ansiosamente que nós queiramos segui-lo. Portanto, “o negar a si mesmo”, não implica necessariamente em uma anulação da nossa vontade! Mas, em uma vontade CONJUNTA de Deus e do homem. É assim que a economia de Deus é cumprida, a vida de Deus cresce em nós de tal maneira que a nossa vontade é convergente com a de Deus, as vontades divino-humanas se afunilam; e o desejo do Senhor finalmente torna-se o nosso desejo, e o nosso desejo o Dele. “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará aos desejos do teu coração” (SL 37:4) e, por fim, os desejos de Deus e do homem se mesclam ao ponto de que o homem passa a desejar genuinamente a vontade de Deus. Esta é a maneira pura, terna e graciosa de em amor desejar a Vontade de Deus.

Kleydson Feio

5 Referência Bibliográfica:
1- A Bíblia, que é o livro mais importante de toda a minha vida.
2- Estudo-Vida de Mateus, W. Lee
3- Estudo-Vida de João, W. Lee
4- Estudo-Vida de I Coríntios, W. Lee
5- Estudo-Vida de Colossenses, W. Lee
6- Estudo-Vida de Tessalonicenses, W. Lee
7- Guerra contra os Santos, Jessie Penn-Lewis, tomos 1 e 2, versão integral, Editora dos Clássicos.
8- O Homem Espiritual, W. Nee, Vol. I, II, e III.
7- Versão Restauração do Novo Testamento, W. Lee

O mais relutante dos pecadores

Sem braços, sem pernas, sem problemas

Meu único filho

Imagine que é uma típica tarde de sexta - feira e você estádirigindo em direção à sua casa.Você sintoniza o rádio. O noticiário está falando de coisas de pouca importância.

Você ouve que numa cidadezinha distante morreram 3 pessoas de uma gripe, até então, totalmente desconhecida. Não presta muita atenção ao tal acontecimento e esquece o assunto. Na segunda-feira, quando acorda, escuta que já não são 3, mas 30.000, as pessoas mortas pela tal gripe, nas colinas remotas da Índia. Um grupo do Controle de Doenças dos EUA foi investigar o caso. Na terça-feira, já é a notícia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, pois já não é só na Índia, mas também no Paquistão, Irã e Afeganistão.

Enfim, a notícia se espalha pelo mundo. Estão chamando a doença de 'La Influenza Misteriosa', e todos se perguntam: Que faremos para controlá-la?

Então, uma notícia surpreende a todos: A Europa fecha suas fronteiras. A França não recebe mais vôos da Índia, nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos da tal doença. Por causa do fechamento das fronteiras,você está ligado em todos os meios de comunicação, para manter-se informado da situação e, de repente, ouve que uma mulher declarou que num dos hospitais da França, um homem está morrendo por causa da tal 'Influenza Misteriosa'. Começa o pânico na Europa. As informações dizem que, quando você contrai o vírus, é questão de uma semana de vida. Em seguida, as pessoas têm 4 dias de sintomas horríveis e morrem.

A Inglaterra também fecha suas fronteiras, mas já é tarde. No dia seguinte, o presidente dos EUA fecha também suas fronteiras para Europa e Ásia, para evitar a entrada do vírus no país, até que encontrem a cura. No dia seguinte, as pessoas começam a se reunir nas igrejas, em oração pela descoberta da cura, quando, de repente, entra alguém na igreja, aos gritos: ' Liguem o rádio! Liguem o rádio! Duas mulheres morreram em Nova York!'

Em questão de horas, parece que a coisa invadiu o mundo inteiro. Os cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.

De repente, vem a notícia esperada: conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto! É preciso, para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.

Corre por todo o mundo, a notícia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de seu sangue e doar para a fabricação do antídoto.

Você vai de voluntário com toda sua família, juntamente com alguns vizinhos, perguntando-se, o que acontecerá. Será este o final do mundo? De repente, o médico sai gritando um nome que leu em seu caderno.

O menor dos seus filhos está ao seu lado, se agarra na sua jaqueta, e lhe diz: - Pai? Esse é meu nome!

E antes que você possa raciocinar, estão levando seu filho, e você grita: - 'Esperem!'

E eles respondem:

'Tudo está bem! O sangue dele está limpo, e é sangue puro.

Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.'

Depois de 5 longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo.

E é a primeira vez que você vê alguém rindo em uma semana.O médico mais velho se aproxima de você e diz: - 'Obrigado, senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo puro, o antídoto finalmente poderá ser fabricado.'

A notícia se espalha por todos os lados. As pessoas estão orando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima de você e de sua esposa, e diz:

-'Posso falar-lhes um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o sangue de seu filho.'

Quando você está lendo, percebe que não colocaram a quantidade de sangue que vão usar, e pergunta:

- 'Mas, qual a quantidade de sangue que vão usar?'

O sorriso do médico desaparece e ele responde:

- 'Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados...Precisamos de todo o sangue de seu filho...'Você não pode acreditar no que ouve e trata de contestar:'Mas...mas...'

O médico insiste:

-'O senhor não compreende? Estamos falando da cura para o mundo inteiro! Por favor, assine! Nós precisamos de todo o sangue!'

Você, então, pergunta:-'Mas vocês não podem fazer-lhe uma transfusão?'E vem a resposta: 'Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor, assine!" Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, você assina.

Perguntam-lhe: -'Quer ver seu filho agora?'

Ele caminha na direção da sala de emergência onde se encontra seu filho, que está sentado na cama, e ele diz: -'Papai!? Mamãe!? O que está acontecendo?'

O pai segura na mão dele e fala: -'Filho, sua mãe e eu lhe amamos muito e jamais permitiríamos que lhe acontecesse algo que não fosse necessário, você entende?" O médico regressa e diz:-'Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, o senhor pode sair?'

Nisso, seu filho pergunta: -'Papai? Mamãe? Por que vocês estão me abandonando?'

E na semana seguinte, quando fazem uma cerimônia para honrar o seu filho, algumas pessoas ficam em casa dormindo, e outras não vêm, porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na TV.

E outras veêm, mas como se realmente não estivessem se importando. Aí você tem vontade de parar e gritar:
- MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM COM ISSO?
Talvez isso é o que DEUS nos quer dizer:
-MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABEM O QUANTO EU OS AMO?

É curioso como é simples para algumas pessoas debocharem de Deus, e dizer que não entendem como o mundo caminha de mal para pior. É curioso como acreditamos em tudo aquilo que lemos nos jornais, mas questionamos as palavras de Deus. É curioso como todos querem ir para o Céu, mas nada fazem para merecê-lo É curioso como as pessoas dizem: 'Eu creio em Deus!', mas com suas ações, mostram totalmente o contrário.

É curioso como você consegue enviar centenas de piadas através de um correio eletrônico, mas quando recebe uma mensagem a respeito de Deus, pensas duas vezes antes de compartilhá-la com os outros.

É curioso como a luxúria, crua, vulgar e obscena, passa livremente através do espaço, mas a discussão pública de DEUS é suprimida nas escolas e locais de trabalho. CURIOSO, NÃO É?

É curioso como me preocupo com o que as pessoas pensam de mim, mas não me preocupo com aquilo que DEUS possa pensar de mim. Depois de terminar de ler esta mensagem, se realmente sentir em seu coração que deve compartilhá- la, envie aos seus amigos. Talvez eles estejam precisando, exatamente, de ler uma mensagem como esta.

Pensem nisso...

EIS QUE AS TREVAS COBREM A TERRA

W. Nee


Apesar das palavras deste artigo terem sido proferidas há mais de 50 anos atrás, parecem descrever com precisão a situação espiritual dos nossos dias!
A luta hoje parece se tornar mais pesada dia a dia, como se o único alvo dos ataques de Satanás fosse nós, os crentes. Por isso, na era atual, o problema que existe é se você e eu podemos perseverar até a última meia hora. "[Satanás] Magoará os santos do Altíssimo" (Dn 7.25). Magoar tem aí o sentido de "desgastar", consumir devagar. É muito mais difícil reconhecer Satanás como aquele que desgasta os santos do que um Satanás que ruge como um leão. E a sua obra de consumir lentamente os santos já começou.
Sempre que vou à Montanha Kuling, caminho ao longo da correnteza que há ali. Freqüentemente vejo rochas enormes, mas que são côncavas no meio como bacias de tomar banho. Isto acontece por causa das muitas pedrinhas que diariamente as desgastam. Do mesmo modo Satanás trata os filhos de Deus. Em lugar de matá-los de um só golpe, tenta desgastar os santos, dia a dia, de modo que sem que percebam acabam gravemente feridos depois de algum tempo. Os olhos do Senhor estão sobre nós, portanto não temamos o sofrimento. Se acontecer de nós nos desviarmos com medo do sofrimento, todos os nossos sofrimentos do passado terão sido em vão.
Uma pessoa profundamente espiritual escreveu certa vez:
“Quando lemos 2 Tessalonicenses 2.3 e 2 Timóteo 3.1-13, ficamos sabendo que antes do dia da volta do Senhor haverá apostasia e dias perigosos quando a maldade e a mentira aumentarão grandemente. Tal apostasia não se refere à educação, gigantescas reuniões, pastores capazes, catedrais maravilhosas e progresso mental e físico. Relaciona-se com a fé e o reconhecimento do poder de Deus. Aponta para igrejas renomadas que se inclinam para a chamada Alta Crítica (na verdade não passa de incredulidade), e negam as obras sobrenaturais de Deus, tais como a regeneração, a santidade, orações atendidas e a revelação do Espírito Santo. Antes da vinda do Senhor, haverá muita fraude e muito erro; e, se fosse possível, até os escolhidos seriam enganados. A ‘forma da piedade’ será aumentada. A fé será diminuída por causa de credos falsos, engendrados por Satanás, e também o amor pelo mundo e a negação da palavra de Deus”.
Um irmão disse bem: tais obras satânicas produzirão um efeito intangível que nos envolverão como o ar. Haverá uma forma de piedade exterior, mas por dentro estará cheia de maus espíritos e da melancolia do inferno. Esses espíritos malignos farão o máximo para desviar e oprimir os filhos de Deus. Atacarão nosso corpo, diminuirão nossa vontade e embrutecerão nossa mente. Toda espécie de sensações e provações estranhas nos sobrevirão, fazendo-nos perder o desejo de buscar a Deus e a força de fazê-lo, cansando nosso espírito, embotando nossa mente e tornando-a entorpecida e, ao mesmo tempo, fazendo-nos estranhamente amar os prazeres e costumes do mundo como também cobiçar as coisas proibidas por Deus. Perderemos a liberdade e o poder de pregar; não poderemos nos concentrar para ouvir as mensagens; e seremos incapazes de nos ajoelhar para orar dedicadamente por algum período mais longo.
Tais trevas e tal atmosfera deverão ser enfrentadas com resolução. Sem dúvida Satanás procura obscurecer nossa mente e vontade com uma espécie de poder inconcebível para que se torne extremamente difícil andar com Deus e muito fácil viver de acordo com a carne. Acharemos que é difícil servir a Deus fielmente e orar com perseverança, como se tudo dentro de nós se levantasse para impedir-nos de seguir o Senhor Jesus até o fim e fazer-nos concordar com o mundo.
A atmosfera à nossa volta nos obrigará a trair a Deus e a desistir de nossas sinceras orações. Embotará nossa sensibilidade espiritual para que não vejamos as realidades celestiais ou a gloriosa presença do Senhor. Assim facilmente negligenciaremos a comunhão com Deus e descobriremos que é difícil manter comunhão com Ele. Já estamos sentindo o começo destas influências. A concupiscência do mundo tece sua rede extensa de muitas maneiras à volta dos crentes. Torna-se cada vez mais apertada e mais forte com o passar do tempo. Muitas coisas que nas gerações passadas eram inimagináveis agora estão sendo praticadas sem restrição. Muitos lugares de adoração não só resistem à entrada de coisas espirituais, bloqueando reavivamentos, mas também introduzem toda espécie de festejos e coisas duvidosas.
Falando de um modo geral, em todo o mundo, a diminuição da fé e o desenvolvimento da apostasia são evidentes. Naturalmente, reconhecemos que ainda há muitos lugares abençoados por Deus. Mas examinando a situação da igreja no mundo inteiro como um todo, não deixa de apresentar um quadro digno de dó.
Tendo visto estas coisas, não podemos deixar de gritar à igreja de Deus que se levante, que desperte, que retorne à comunhão com Deus e que agrade ao Senhor no tempo que ainda resta. Estejamos preparados para comparecer diante do tribunal de Cristo e apresentar o nosso caso.
Fonte: Revista Impacto – Edição de Setembro/Outubro – 2000. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2011.

Falar ou Viver? Estudar ou Experimentar? Ambos?


"... Pude perceber que a liberdade aparente pode, na verdade, estar mascarando uma enorme escravidão, um clamor do coração pelas necessidades não atendidas... Vi muito de perto o poder destrutivo de se lançar fora a fé sem ter o que colocar em seu lugar...

"A única esperança para qualquer um de nós, indepentende de nossos pecados particulares, reside na inabalável confiança num Deus que inexplicavelmente ama pecadores, inclusive aqueles que pecam de maneiras diferentes das nossas..."

"Embora passe a vida à busca de Deus, com frequencia sinto que Deus está na próxima curva do caminho, alí atrás da próxima árvore na floresta. Continuo andando porque gosto de onde a jornada me levou até agora, pois outros caminhos parecem ainda mais problemáticos do que meu próprio e porque anseio pela conclusão do plano. Conheço pouco das tragédias da vida. Provei de sua comédia. Continuo andando porque creio no conto de fadas de um Deus forte e sábio o suficiente para criar um mundo marcado por tal beleza e bondade será fiel em restaurar sua aparência original. Eu coloco minhas fichas na firme promessa de Deus de que, no final, tudo sairá bem."
[Plilip Yancey - Alma Sobrevivente]




Li e reli “Alma Sobrevivente” do Philip Yancey (Mundo Cristão, 2004). No livro, Yancey confessa seu quase abandono da igreja evangélica. O fundamentalismo, racismo e obscurantismo de sua pequena comunidade no sul dos Estados Unidos quase o asfixiaram na fé. Identifiquei-me com o autor em seu desencanto.
Por outras razões, já pensei em me auto-exilar do mundo evangélico; aliás, já cogitei, até cometer um “suicídio institucional”. Só não o fiz porque minha biografia, como a dele, também foi marcada por gente, histórias comovedoras e testemunhos formidáveis que me preservam a fé cristã. Eu também posso listar pessoas e eventos que não me deixam desistir. Recordo-me de dois acontecimentos significativos.

Há alguns anos, fui convidado para pregar em uma igreja evangélica carismática no Canadá. Não me assustei com o clima quente dos cultos pentecostais canadenses. Vindo da Assembléia de Deus brasileira, já me acostumara com reuniões emotivas e sempre eufóricas. Falei em três ocasiões diferentes. No domingo, depois que findou o culto, fomos convidados para uma “reunião de grupo caseiro”. Essa igreja participava de um movimento que procurava identificar os interesses dos membros para estabelecer “redes ministeriais” que serviam para formar vínculos entre as pessoas e para evangelização. Na casa que fomos visitar, todos tinham o “dom de colecionar miniaturas de trens”.

O sistema funcionava da seguinte maneira: oito ou nove casais que se interessavam em colecionar miniaturas de trens, se reuniam semanalmente e, enquanto trocavam idéias, consertavam, montavam e faziam os trens passearem, desenvolviam boa fraternidade. Os encontros serviam também de “isca” para atrair pessoas refratárias à fé. Não-cristãos que se interessassem por trenzinhos poderiam ser convidados para essas reuniões e ser evangelizados.

Como éramos de um país pobre e nunca havíamos participado de uma fraternidade cristã que usava trens em miniatura para gerar interesse pelos conteúdos do evangelho, recebemos uma verdadeira aula sobre o funcionamento do grupo e sua lógica ministerial. Cada um queria mostrar sua coleção de vagões, a montagem dos trilhos e as mini-estações com minúsculos passageiros. Espantei-me com a quantidade de dinheiro gasto com o passatempo dos irmãos. Uma autêntica réplica de uma locomotiva a vapor do início do século 20, se não me engano, havia custado 8 mil dólares.

Fui dormir angustiado naquela noite. Meu coração não me deixava dormir. Eu me perguntava: “Onde o cristianismo ocidental se perdeu?”.

Cinco dias depois, cheguei aos Estados Unidos, no estado de Virginia, e preguei numa igreja também carismática. Quando terminou o culto do sábado, um rapaz me convidou para jantar na casa do reitor da Universidade Estadual. Segundo ele, o reitor já visitara o Brasil e se sentiria muito feliz em me conhecer.
A família freqüentava uma igreja presbiteriana bem formal em sua liturgia e bem liberal em sua teologia. Bastaram alguns minutos e entendi a ligação do casal com o Brasil.
Eles tinham uma família de treze filhos, todos adotivos e com alguma deficiência física. O casal decidiu que adotaria crianças de vários países do mundo em situação de abandono, ou por carregarem alguma doença genética ou por sofrerem algum estigma cultural. Assim, tinham uma filha coreana que era cega, surda e muda, um menino africano que nascera sem as pernas, dois ou três com síndrome de Down, e outros com diferentes anomalias genéticas. Os brasileiros eram três: uma menina cega, vinda do sertão da Paraíba e dois meninos infratores, que viviam abandonados nas unidades da Febem de São Paulo e Rio de Janeiro.

Sentamos à mesa e agradecemos a Deus pelo alimento; enquanto comíamos, eu tomava consciência que jamais seria o mesmo. A glória de Deus encheu aquele lar com uma leveza que, em alguns momentos, precisei me beliscar para perceber que não sonhava. Tentei conter minhas lágrimas que escaparam duas ou três vezes e que limpei com o guardanapo de papel. Não resisti e narrei para eles a diferença abismal entre aquela noite e a dos trenzinhos, que tanto me chocaram. O reitor, educado e discretíssimo, não quis alongar minha observação, apenas comentou: “É uma pena, lá eles nunca ouvirão a voz doce de uma criança, dizendo, ‘obrigado, papai’”!.

Despedi-me da família e minha jornada espiritual deu uma guinada. Primeiro, percebi como é fácil adequar o evangelho de Jesus Cristo à mentalidade consumista de uma classe média burguesa, e ainda justificar essa manipulação, com um rótulo espiritual. Depois, roguei para que minha vocação, como pastor pentecostal, não contribuísse para fomentar uma espiritualidade desencarnada. Eu já participara de muitos ambientes em que o clima emocional não se transformava em atos de justiça.

Mas acima de tudo, naquela noite, perdi alguns dos meus preconceitos. Eu fora treinado com uma formação teológica que evitava contato com os liberais. Gente que não lesse a Bíblia e não soubesse repetir o nosso catecismo, deveria ser mantida à distância. De repente, eu estava sentado à mesa de um homem que cultuava a Deus em uma igreja que eu considerava fria. Contudo, seus valores cristãos eram muito mais nobres que os meus. A partir daquele jantar, abri-me para pessoas que vivem fora dos contornos de meu gueto religioso. Aprendi que muitas vezes, outros também encarnam os valores do Reino de Deus até com mais exuberância do que os que se auto-intitulam defensores da sã doutrina.

Acredito que foi Santo Agostinho quem disse: “Deus já possui ovelhas em seu aprisco que a igreja ainda não alcançou”. Hoje celebro os gestos nobres de instituições como Médicos Sem Fronteiras, reverencio o altruísmo de freiras que cuidam de orfanatos e respeito a disposição de padres que se entregam a leprosos. Louvo a Deus por cristãos que, mesmo não participando de nenhuma instituição, comportam-se como bons samaritanos. Recordei-me das palavras de Jesus em Mateus 24:31-46.
Madre Teresa repetia que cuidava de mendigos e leprosos com todo amor, porque Deus poderia estar disfarçado no meio deles. E as palavras de Jesus confirmam: “Digo-lhes a verdade: o que vocês fizerem a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.


Fonte: www.ricardogondim.com.br

10 Coisas Mais Importantes

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Luís Fernando Veríssimo

A ATITUDE QUE DEUS ESPERA DAQUELE QUE É CRITICADO

Queira Deus conceder-nos a graça de nos guardar desse mal tão vil de falarmos mal dos demais. Vigiemos para não sermos achados incorrendo neste mal contra aqueles que são tão queridos para Ele, e que tanto O ofende. Não há um só membro do povo de Deus no qual não possamos achar algo de bom, contanto que o busquemos da maneira correcta. Ocupemo-nos unicamente no bom; detenhamo-nos no bom e procuremos fortalecê-lo e desenvolvê-lo de todas as maneiras possíveis. Por outro lado, se não temos podido descobrir o bom no nosso irmão e companheiro de serviço, se o nosso olho só conseguiu ver extravagâncias, se não temos conseguido achar a faísca de vida entre as cinzas, a pedra preciosa no meio das impurezas; se só vimos o que era da natureza carnal, nesse caso corramos o véu do silêncio sobre o nosso irmão, com amor e benevolência, e dele falemos somente ante o Trono da Graça.

Do mesmo modo, quando nos tocar estarmos em companhia daqueles que dão rédea solta ao perverso costume de falar contra os filhos de Deus, se não conseguirmos mudar o curso da conversação, levantemo-nos e abandonemos esse lugar, dando com isso testemunho contra o que é tão aborrecível para Cristo. Jamais nos sentemos junto a um difamador, para escutá-lo. Podemos estar seguros de que está fazendo a obra do diabo, e infligindo um dano positivo a três distintas pessoas: a si mesmo, ao seu ouvinte e ao sujeito que é alvo das suas censuras.

Há algo de perfeita beleza no modo como Moisés se conduziu na cena ante nós (Números 12). Mostrou-se seriamente um homem manso, não somente no caso de Eldad e Meldad, mas também no assunto mais angustiante e delicado de Aarão e Mirian. No primeiro caso, em vez de estar ciumento daqueles que foram chamados a compartilhar a sua dignidade e responsabilidade, regozija-se da obra deles, e roga para que todo o povo de Deus possa possuir o mesmo privilégio sagrado. No segundo caso, em vez de experimentar e guardar ressentimento contra o seu irmão e a sua irmã, esteve bem disposto em seguida a tomar o lugar de intercessor: “E disse Aarão a Moisés: Ah! meu senhor, não ponha agora sobre nós este pecado; porque loucamente actuamos, e pecamos. Não fique ela agora como a que nasce morta, que ao sair do ventre da sua mãe, tem já consumida metade da sua carne. Então Moisés clamou a Jeová, dizendo: Rogo-te, Oh Deus, que a sares agora” (Nm 12:11-13).

Aqui Moisés exala o espírito do seu Senhor, e roga pelos que falaram tão azedamente contra ele. Esta era a vitória, a vitória de um homem manso, a vitória da graça. Um homem que conhece o seu verdadeiro lugar ante Deus, é capaz de elevar-se acima de todos os males que se dizem dele; e não se aflige com eles, a não ser unicamente por aqueles que os pronunciam. É capaz de perdoá-los. Não é susceptível, não é tenaz, nem ocupado em si mesmo. Sabe que ninguém o poderá colocar por debaixo do que mereça; e, por tal motivo, se alguém falar contra ele, pode inclinar a cabeça com mansidão e continuar o seu caminho, encomendando-se a si mesmo e à sua causa a Aquele “que julga justamente” e que “pagará a cada um conforme à suas obras” (1Pe 2:23; Rm 2:6).

Tal é a verdadeira dignidade. Tomara que possamos compreendê-la um pouco melhor, e então não estaremos tão dispostos a acender-nos em ira quando alguém creia que é justo falar com descrédito de nós ou da nossa obra; pelo contrário, bem podemos elevar os nossos corações em fervente oração por eles, trazendo assim bênção sobre eles e sobre as nossas almas!

C. H. M. Notas sobre o Pentateuco, Números, Capítulo 1.

A Vereda do Justo é como a Luz da Aurora

"Aprouve ao Senhor ensinar-me uma verdade, que tem beneficiado a minha vida por mais de catorze anos. É o seguinte: percebi, muito mais claramente do que antes, que o assunto mais importante e mais urgente com que tenho de me ocupar a cada dia é conservar a minha alma muito feliz no Senhor. A primeira coisa com que devo me preocupar não é tanto o quanto eu posso servir ao Senhor, mas o quanto eu posso colocar a minha alma num estado de felicidade no Senhor e alimentar o meu homem interior.

Eu poderia procurar servir ao Senhor pregando a verdade aos incrédulos; poderia procurar beneficiar os crentes; poderia cuidar de aliviar os oprimidos. Poderia ainda procurar proceder de tal maneira a me comportar como um filho de Deus neste mundo, e contudo, por não estar feliz no Senhor e não ser alimentado e nutrido no meu homem interior dia a dia, tudo isto poderia não ser praticado corretamente, ou no espírito certo.

Até então a minha prática tinha sido, por pelo menos dez anos antes disso, de habitualmente me entregar à oração logo depois de me vestir de manhã cedo. Agora eu vejo que a coisa mais importante que eu deveria fazer era me entregar à leitura da Palavra de Deus, e nela meditar, de tal maneira que o meu coração pudesse ser confortado, encorajado, aquecido, reprovado, instruído. Percebi que assim, através da Palavra de Deus, enquanto meditava nela, o meu coração poderia ser levado a uma experiência de comunhão com o Senhor.

Comecei, a partir de então, a meditar no texto do Novo Testamento desde o começo, cedo de manhã. A primeira coisa que eu fiz, depois de pedir em poucas palavras a bênção do Senhor sobre a Sua preciosa Palavra, foi começar a meditar na Palavra de Deus, pesquisando em cada versículo para obter dele uma bênção, não para exercitar o ministério público da Palavra, não para pregar sobre aquilo que eu estava meditando, mas para obter alimento para a minha própria alma.

Descobri que, como resultado disso, invariavelmente logo depois de alguns minutos a minha alma era levada à confissão, ou à ação de graças, ou à intercessão, ou à súplica; de tal modo que, embora eu não tivesse inicialmente me dedicado à oração e sim à meditação, contudo eu era levado quase imediatamente de um jeito ou de outro à oração.

Então, quando eu terminava com a minha súplica, ou intercessão, ou ação de graças ou confissão, eu continuava para os outros versículos, e novamente mergulhava na oração por mim mesmo ou pelos outros, de acordo com o que me guiava a Palavra, mas ainda mantendo diante de mim aquele objetivo da minha meditação, o de obter alimento para a minha alma.

A diferença, então, entre a minha prática anterior e esta atual é isto: antes, quando eu me levantava, eu começava a orar o mais cedo possível, e geralmente gastava quase todo o meu tempo até o café da manhã em oração, ou até todo o tempo. Em todas as ocasiões eu quase invariavelmente começava com oração, a não ser quando eu sentia a minha alma desnutrida, estéril, casos em que eu lia a Palavra de Deus para alimento, ou para refrigério, ou para renovação ou reavivamento do meu homem interior, antes de me entregar à oração propriamente dita.

Mas qual era o resultado disto? Geralmente eu ficava de joelhos quinze minutos, ou meia hora, ou até uma hora, antes de alcançar a consciência de estar recebendo conforto, encorajamento, humildade de espírito, etc., e muitas vezes, depois de ter sofrido com a divagação da minha mente pelos primeiros dez minutos, ou quinze, ou até mesmo meia hora, e então somente aí é que eu começava realmente a orar.

Raramente me acontece isto agora. Com o meu coração alimentado pela verdade, experimentando uma comunhão real com Deus, eu falo com o meu Pai e com meu Amigo (por mais vil que eu seja e indigno disto) acerca das coisas que Ele me trouxe na Sua preciosa Palavra. Muitas vezes eu me admiro agora de que não tenha percebido isto antes".

Autor: George Müller
Extraído do Jornal Arauto da Sua Vinda - Ano 15 Número 1

A Alegria do Senhor é a Nossa Força

Sempre pensávamos que a alegria do Senhor era quando Ele via que éramos fortes, ou vencedores em alguma questão. Mas o Senhor tem a sua própria alegria. Querem ver um homem alegre? É aquele que tem um alvo, um propósito e uma comissão. Jesus era esse tal homem. Ele recebeu a maior missão do universo e sabia muito bem qual era. E ele a cumpriu cabalmente. Essa deve ter sido uma alegria ainda maior. Antes de Ele morrer, passou por uma enorme agonia. Há pessoas que, ao passar por um stress muito grande, ficam com os cabelos brancos num curto espaço de tempo. Mas Jesus não ficou com os cabelos brancos, porque Ele sabia o que iria passar e aceitou seu encargo. Ele suportou tamanha aflição porque sabia a alegria que lhe estava proposta... Então Ele morreu e venceu a morte. E foi ao infermo e ousadamente tirou das mãos do inimigo as chaves das prisões. E levou cativo o cativeiro, enfrentando adversidade espiritual que ninguém nunca enfrentou. E chegou diante do Pai com os seus libertos. Libertos do aguilhão da morte! Então Ele foi coroado! Imaginem quão glorioso isso foi e que alegria cheia de glória Ele desfrutou.
Então, essa alegria Dele está agora em nós! Por isso que a Sua alegria é a nossa força, porque ela é o resultado de Sua vitória. E que vitória!
Foi mais ou menos isso que o irmão Roberto Sáez compartilhou em Bento.
Eu desfrutei muito dessa palavra e entendi porque Paulo nos disse para "alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo: alegrai-vos". Sim, porque tudo já está consumado! Não há motivo algum para depressão, ou desânimo, ou fraqueza!
Também desfrutei que alegria é para o Senhor quando alguma pessoa é arrancada do império das trevas e transportada para o Seu Reino. Creio que cada vez que isso acontece, a alegria do Senhor é mais completada.
Por fim, percebi que esta também é a nossa missão, a nossa incumbência, a nossa vocação. Não se sinta frustado se você não é um grande homem, ou uma grande mulher que fez algo histórico pela humanidade, porque, ao cumprir nossa vocação, estamos fazendo o que é mais grandioso em toda a história da humanidade e pela eternidade! Com essa visão, não é possível ter medo de pregar o evangelho ou pedir licença para tal. Ele saiu vencendo e para vencer e nós, somos um espírito com Ele. Aleluia!
Em Cristo (e que lugar é esse!)

Óleo Extra

Sábado, cuidando do conserto da elétrica do meu carro aprendi que, mesmo uma pessoa que só trabalha com elétrica de carros, pode se confundir.

Foi necessário ouvir a opinião de três entendidos e fazer muitos testes. A realidade precisa ser testada. Nos assuntos de “Deus conosco” também. Ninguém abarca tudo. Cada um é uma parte do todo. E tudo o que vamos recebendo como conhecimento precisa passar pelo teste da realidade. É provando que vamos aprendendo. Penso que os medrosos não herdarão o Reino.

À tarde, provei de depressão. É como um cálice de veneno: você bebe um pouco, distraidamente... É tão real, tão concreta. Dá até para tocar naquela dor... tão inerente ao ser humano. À noite, junto com os santos, lembramos mais uma vez que a humanidade foi envenenada lá no princípio. Satanás tinha que fazer algo para atrapalhar o que Deus estava fazendo. E, enquanto ele pensava estar estragando o homem e o plano de Deus, ele estava era entrando numa arapuca. Ele foi pego! Ele estava solto antes, mas agora ele havia entrado no homem, através do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Fez um belo de um estrago, sim! Mas, quando Jesus foi crucificado, todos os homens foram crucificados Nele e o rato também morreu, porque caíra na ratoeira. Então, todas as coisas e seres relacionados às trevas têm seus dias contados.

E quanto a nós? “Portanto, assim como por um só homem (Adão) entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (ou, todos foram envenenados – e o salário do pecado é a morte, cfe. Rm 6:23). (...) Entretanto, reinou a morte deste Adão até Moisés” (até o final da Era da Lei) – Rm 5:15. Porque Paulo diz isso? Porque, “se pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom da graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos (...). Se pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” (Rm 5:17).

Então, através da morte e ressurreição de Cristo, nós também morremos. E ressuscitamos no Reino de Deus, um reino de vida!

Quando Paulo fala desse reino, não está se referindo a um reino político, mas é algo que podemos entender assim: há diferentes reinos – animal, vegetal, mineral, etc. O reino a que Paulo se refere é o reino da vida ressurreta de Jesus Cristo. Quanto Ele ressuscitou (e nós com Ele) surgiu uma nova criação (2Co 5:17, Cl 3:10, Ef 4:24), um novo reino, um reino em vida!

Ele é a videira e nós os ramos (Jo 15:5). E esta videira está se espalhando sobre a Terra. Ela é cheia da vida ressurreta de Jesus Cristo. E está tragando toda a morte!

Na luta espiritual, o inimigo já está derrotado. Porque antes de morrer na cruz, Jesus disse: “Está consumado” (Jo19:30). Então, quando “consideramos” que já estamos nesta esfera do Reino, e nos apossamos disso pela fé, nada nos poderá deter. Até mesmo porque já morremos um vez em Cristo. O que o inimigo e seus seguidores poderão fazer contra nós? Eles é que nos temem,, porque “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja” (MT 16:18).

O maior pavor que as trevas provocam nos homens é o medo da morte. Mas, se já morremos com Cristo, isto já não pode mais nos atingir.

Vimos em Joel 2 que, depois de termos nossos corpos glorificados, após a volta do Senhor para sua igreja, nem mais a morte física terá efeito sobre nós: “Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho, e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças e não se detêm no seu caminho (...) Diante deles treme a terra, e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram seu esplendor. O Senhor levanta a voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do Senhor e mui terrível! Quem o poderá suportar?” (Joel 2:7-11)

E hoje, no nosso dia-a-dia mais corriqueiro é que estamos sendo preparados para nos tornar esses tais! É HOJE que já podemos saber se estaremos lá naquele dia. É hoje que decidimos qual será nosso lugar naquela grande batalha. É hoje, na minha vida diária que resolvo se quero ou não quero ser um vencedor. Se “cada um segue o seu rumo”, já posso andar hoje no caminho que se abre à minha frente, com todas as possibilidades para já ir provando os poderes do mundo vindouro (Hb 6:15).

Estamos numa época de transição e o óleo para a porção extra nas vasilhas já está ficando escasso.

Senhor, me ajuda na minha falta de fé e me levanta! Me empodera para querer seu uma virgem prudente (MT 25). “Porque é poderoso quem executa as suas ordens”.

O Melhor



"...O melhor que nós...podemos fazer é proteger os jovens da corrupção da cristandade de hoje, fornecer-lhes um ambiente positivo para crescer, direcioná-los à profundeza das coisas de Cristo, possibilitar-lhes o melhor que pode ser vivenciado na vida da igreja atual e estimulá-los a ir além de nosso crescimento espiritual e nossa limitação em Cristo. E, depois, ter esperança. Ter esperança de que essas crianças, quando crescerem, sejam melhores que todos nós. Ter esperança de que elas alcancem as estrelas. Ter esperança de que elas passem para a próxima geração uma experiência de Cristo - e de sua igreja - mais elevada que qualquer coisa que a última geração conheceu ou pode vir a conhecer."

(Cartas a um Cristão Arrasado, Gene Edwards, Ed. Vida, p. 34).

AS CERCAS E O NOVO HOMEM

Relendo a história da igreja a partir de Atos, seguindo a cronologia das epístolas, pode-se notar claramente que, mesmo após o pentecostes, houve muita relutância em se proclamar o evangelho para os gentios. A final, os judeus estavam à mesa e os gentios eram cachorrinhos. Graças ao Senhor por aqueles que entenderam que não se podia "prender" o Cristo Ressurreto em um aprisco judaico.
O exclusivismo, entretanto, sempre fez parte da história da igreja. Paulo tentou explicar que essa "parede" exclusivista já havia caído, mas quem deu ouvidos?
Passaram-se vinte séculos e as paredes ainda continuam de pé. Algumas maiores, outras menores; alguns fizeram cercas brancas com portinhas charmosas... outros ainda juram "de pé junto" que não há parede alguma, que isso é coisa que colocaram na sua cabeça, mas até uma criança pode notar que há uma parede invisível que os impede de desfrutar de todos ministérios do Corpo de Cristo; que não lhes permite visitar um grupo, ou ser humilde o suficiente para aprender com os que estão do outro lado da parede; que ainda separam os crentes em NÓS e ELES. É claro, viver entre paredes é uma opção... ou será uma forma de proteção? Esse negócio de pastos verdejantes também é muito complicado, as coisas podem fugir do controle... Uma área menor, um aprisco abençoado, delimitado por uma cerca, muro ou muralha, certamente é mais seguro contra as ciladas religiosas ou divergências entre os homens. Aliás, homens e divergências parecem sinônimos.
Mas graças ao Senhor por aqueles que ainda estão entendendo que não se pode acorrentar a revelação, que viram que não devemos defender ministérios, que não podemos nos fechar em um ministério humano e rejeitar os demais, que provaram que todos os ministros que nos levam para o espírito vêm de Deus, que nenhum ministério humano é todo-inclusivo ou todo-suficiente, que nós precisamos de todos os santos (os do outro lado da cerca também) para compreender a largura, altura e profundidade e conhecer o amor de Deus... Ah..., como preciso conhecer esse amor com meus irmãos...
Hoje, que fazer? Já fui muito exclusivista; já achei que estava no melhor grupo, mais espiritual que os demais; mais profundo e genuíno que os outros; já me achei melhor que meus irmãos, mais santo, mais fervoroso, mais cristão que meus pares; também vi que tudo isso é cegueira; vi que não via coisa nenhuma; vi que era cego; tantos versículos, tantos livros lidos, tantas conferências cristãs, tantas reuniões, tanta comunhão... o resultado foi um só: soberba da vida.
Hoje me sinto muito pobre, na verdade me sinto muito miserável e às vezes até maligno; assaltado por pensamentos no mínimo diabólicos; alguns vêm de Satanás, outros são produção própria, admito. Não me julgue, ore por mim
Quando olho para trás, parece que eu era melhor, mas hoje vejo que eu era, na realidade, melhor no escuro, melhor na sombra, melhor na minha cegueira crônica; melhor na aparência; melhor na falsidade dos meus pensamentos acerca de mim mesmo; quando veio a luz, tive olhar para mim mesmo e o resultado não foi nada bom.
Hoje, sinceramente, não consigo apontar para meus irmãos a não ser para identificá-los como os santos do Senhor; eles são tão maravilhoso, tão amáveis e como sou indigno de apenas estar no meio deles... Eles são tão semelhantes a Cristo e esse mesmo Cristo me uniu no Seu Corpo maravilho... por quê? Como alguém tão indigno pode ser chamado para fazer parte da família de Deus? Por quê Deus faz isso com a gente? Tanta bondade e tanto amor constrange, envergonha, leva-nos às lágrimas, ao arrependimento... oh, Senhor, sê propício a mim pecador!
Nesse limbo solitário, lembrei-me então dos irmãos em Colossos. Paulo falou para Eles da realidade do Corpo de Cristo e da necessidade de se despir do velho homem e de se revestir do novo homem.
Bem...não sei quanto aos colossenses, mas eu somente jogaria uma roupa fora por três motivos:
- se ela estivesse muito velha;
- se ela não servisse mais;
- se ela estivesse tão suja que fosse inviável lavá-la.
Nosso velho homem é muiiiiiito velho. Ele tem mais de 2000 anos de idade; ele acompanhou todas as quedas do homem, todos os atos malignos de todas as gerações; o seu DNA parece ter o registro do pior da humanidade.
Nosso velho homem não serve mais. Ele não veste bem... não fica bem em um filho de Deus amado; em um membro do Corpo de Cristo; em um santo de Deus. Não, ele não cai bem... e fingir que ele ainda serve é o pior tipo de hipocrisia.
Nosso velho homem é sujo, muiiiiiiiito sujo. Não uma sujeira que possa ser tirada com umas boas lavadas... não. A sujeira dele está impregnada em cada fibra de sua constituição. É um tipo de sujeira magnética com inclinação para o tudo o que é sujo neste mundo. É uma sujeira viciada, como a porca lavada que sempre tende a voltar para a lama e se sujar novamente.
Por esses três motivos, quero me despir do meu velho homem, mas fazer o que? Ficar nu e vazio? Paulo dá a solução:

VISTAM-SE DO NOVO HOMEM!

Esse novo homem não é apenas Cristo; mas é Cristo em nós; mas não somente Cristo em nós; é Cristo em todo o Seu Corpo!
Hoje, quero me vestir desse Cristo coletivo! Quero me vestir e me envolver com meus irmãos; quando estamos juntos, parece que passamos a ter um traje coletivo e real, celestial em vida, natureza e expressão. Quando não estamos juntos fisicamente, mesmo assim me sinto tão coorporativo, tão plural, tão nós... me sinto vestido com os irmãos!
"...e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento,
segundo a imagem daquele que o criou no qual não pode haver grego nem judeu,
circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é
tudo em todos." (Cl 3:10-11)