GUERRA CONTRA OS SANTOS - Pérolas

Todo tipo de verdade liberta; as mentiras, entretanto, aprisionam em cadeias (p. 45)

O CAMINHO DO ENGANO
A maioria dos crentes é muito rápida em aceitar tudo que seja “sobre natural” como vindo de Deus, experiências sobrenaturais são indiscriminadamente aceitas porque acredita-se que todas elas sejam divinas (p. 46).
...um grande número de filhos de Deus estão-se tornando presa fácil para o inimigo por falta desse conhecimento, e por meio do silêncio dos mestres a respeito dessa verdade vital... (p. 47).

O DESASTRE
Jesus disse: “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em Meu nome, dizendo Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos (...) levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos (...) Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos (Mat. 24: 4,5, 11, 24).
O Apóstolo disse: “O Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que têm cauterizada a própria consciência” (1 Tm 4:1,2).

Sem tal conhecimento, quando pensar que está lutando pela verdade, é possível que um crente lute, defenda e até proteja espírito malignos e suas obras, crendo que está defendendo Deus e Suas obras.
Enganado! Quanto essa palavra produz repulsa e como cada ser humano involuntariamente se ressente de vê-la aplicada a si mesmo, não sabendo que a própria repulsa já é obra do enganador, com o propósito de manter os enganados longe do conhecimento da verdade e da conseqüente liberdade do engano! (p. 57)

O perigo da igreja no final dos tempos é, portanto, proveniente de seres sobrenaturais hipócritas, que fingem ser o que não são, que dão ensinamentos que aparentam produzir maior santidade, por meio da severidade ascética para com a carne, mas são, em si mesmos, malignos e impuros, e trazem para aqueles a quem enganam toda a maldade de sua própria presença. Onde eles enganam, ganham posse; enquanto o crente enganado pensa estar mais santos e mais santificado, esses espíritos hipócritas defraudam o enganado com sua presença e sob uma capa da santidade tomam posse de seu terreno legal e ocultam suas obras (p. 62).

FALSOS MESTES E MESTRES ENGANADOS
Os espíritos enganadores com suas doutrinas farão todos os esforços para enganar aqueles que têm de transmitir “doutrina”, e buscam mesclar seus “ensinamentos” com a verdade, para fazer com que sejam aceitos. Hoje em dia, todo crente deve provar seus mestres por si mesmos, pela Palavra de Deus e de acordo com a atitude deles em relação à redentora cruz de Cristo...bons homens podem ser enganados e Satanás precisa de bons homens para fazer com que suas mentiras passem por verdade.
As Escrituras são geralmente usadas como base desses ensinamentos e são habilmente tecidos como a teia de aranha para que os crentes sejam pegos na armadilhas. Textos isolados são retirados de seu contexto e de seu lugar sob a perspectiva da verdade...passagens que permeiam esses textos e dão o cenário histórico, as ações e as circunstâncias ligadas com o que aquelas palavras dizem, e outros elementos que trazem luz a cada texto em separado, são habilmente ignorados.
Uma ampla teia é, assim, tecida para os incautos ou os que têm pouca prática nos princípios da exegese das Escrituras, e muitas vidas são assim desviadas e perturbadas por esse uso falso da Palavra.

O ALERTA ESPECIAL À IGREJA DADO PELO AUTOR DE APOCALIPSE
A atitude dos filhos de Deus deve ser “não dar crédito”, ou seja, duvidar de todo “ensinamento” e “mestre” sobrenaturais, até que se provasse serem de Deus. Se essa atitude de neutralidade e dúvida em relação a ensinos sobrenaturais era necessária nos dias do apóstolo João – mais ou menos 57 anos após o Pentecostes, quanto mais deve ser nos “últimos dias” preditos pelo Senhor e pelo Apóstolo Paulo... (p. 72).

SERÁ QUE “ALMAS SINCERAS” PODEM SER ENGANADAS?
Temos prova disso na histórica da igreja nos últimos dois mil anos, pois cada artimanha de erra que deu seu triste fruto durante todo esse período tomou primeiro o coração de crentes fervorosos que eram “almas sinceras”. Os erros dos grupos desses crentes, alguns deles bastante conhecidos pela atual geração, começaram todos entre os filhos de Deus “sinceros”...que tinham plena certeza de que, conhecendo as falhas daqueles que vieram antes deles, não seriam eles mesmos pegos pelas artimanhas de Satanás. No entanto, eles também foram enganados por espíritos mentirosos que imitaram as obras de Deus nos níveis mais elevados da vida espiritual.
Espíritos mentirosos trabalharam nesses crentes fervorosos para que eles, com determinação, obedeçam literalmente às Escrituras e, pelo mau uso da letra da Escritura, conduziram-nos para fases de verdade desequilibrada, o que resultou em práticas errôneas (p. 103).

A FIDELIDADE À LUZ NÃO É PROTEÇÃO SUFICIENTE CONTRA O ENGANO
Os filhos de Deus precisam saber que o fato de terem motivação verdadeira e serem fiéis à luz não é proteção suficiente contra o engano e que não é seguro para eles se apoiarem em sua “sinceridade de propósito” como proteção garantida contra as artimanhas do inimigo, em vez de prestar atenção aos alertas da Palavra de Deus de vigiar em oração.
O conhecimento de que é possível ser enganado mantém a mente aberta à verdade e à luz de Deus e é uma das condições primordiais para manter o poder de Deus; enquanto que uma mente fechada à luz e à verdade é garantia certeira de engano por parte de Satanás na primeira oportunidade (p. 105).

O CRENTE ESPIRITUAL É EXORTADO A “JULGAR TODAS AS COISAS”
O deve de examinar as coisas espirituais é fortemente recomendada pelo apóstolo Paulo repetidas vezes. “O homem espiritual julga (examina, ou como está no grego, investiga e decide) todas as coisas (1 Co 2:15). O crente espiritual deve usar seu julgamento, que é uma faculdade renovada se ele é um homem espiritual. Esse exame ou julgamento espiritual é mencionado em relação às “coisas do Espírito de Deus” (v. 14), o que nos mostra que o próprio Deus honra a personalidade inteligente do homem que Ele recriou em Cristo, convidando-o a julgar e a examinar as obras de Seu próprio Espírito, de modo que até mesmo as “coisas do Espírito” não devem ser recebidas como provenientes Dele sem serem examinadas e espiritualmente discernidas como sendo de Deus.
“Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos” (1 Co 14:20).

O PERIGO DE CUNHAR-SE FRASES PARA EXPRESSAR VERDADES ESPIRITUAIS
“Cristo vive em mim”, isto é, “eu não vivo mais de forma alguma”
“Cristo vive em mim”, isto é, “eu perdi minha personalidade, porque Cristo agora está pessoalmente em mim”, baseado em Gl. 2:20
“Deus age em mim”, isto é, “eu não preciso mais agir, só me entregar e obedecer”, baseado em Fp 2:13
“Deu é que tem vontade, eu não”, ou seja, “eu não posso mais usar minha vontade de modo algum
“Deus é o único que julga”, isto é, “eu não posso usar minha capacidade de julgamento”
“Tenho a mente de Cristo”, por isso, “não posso usar minha própria mente”, baseado em 1 Co 2:16
“Deu fala comigo”, assim sendo, “eu não posso pensar ou raciocinar, somente obedecer ao que Ele me manda fazer”
“Eu espero em Deus” e “Não posso agir até que Ele me leve a faze-lo”
“Deus revela Sua vontade a mim por meio de visões”, então, “eu não preciso decidir e usar minha razão ou consciência”
“Estou crucificado com Cristo”, portanto “estou morto” e tenho de “por em prática” a morte, que “de acordo com meu conceito é a passividade de sentimento, raciocínio, etc.”
Por em prática todos esses conceitos da verdade, o crente apaga toda ação pessoal de mente, julgamento, razão, vontade e atividade para que a “vida divina possa fluir” através dele. Mas a verdade é que Deus necessita que todas as faculdade do homem estejam livres para que possam cooperar com Ele ativa e inteligentemente e por vontade própria, na transformação de todas essas verdades espirituais em experiência (p. 124/125).

PASSIVIDADE DA VONTADE
Existe passividade de vontade, a vontade que é, por assim dizer, o timão do navio. E a origem desse problema é um conceito errôneo sobre o que significa a plena entrega a Deus. Pensando que uma “vontade entregue” a Deus significa que a vontade deve ser completamente posta de lado, o crente pára de escolher, de determinar e de agir por sua própria vontade...com o passar do tempo, não se pode mais esperar que essa pessoa faça escolhas nos assuntos do dia-a-dia; ela não toma mais decisões ou tem iniciativa em assuntos do dia-a-dia. Outros têm de escolher, agir, conduzir, decidir, enquanto ela “bóia” como rolha de cortiça nas águas. Mais tarde, os poderes das trevas começam a se aproveitar desse crente “entregue” e a fazer todo tipo de mal a sua volta, que o vai amarrando por meio de sua passividade de vontade.
A verdade a ser enfatizada é que Deus nunca exercita o desejo no lugar do homem, anulando-lhe a vontade, e o homem, não importa o que faça, é, ele mesmo, responsável por suas ações (p. 139).

PASSIVIDADE DA MENTE
Quanto maior o poder do cérebro, maior uso Deus pode fazer dele, desde que seja submisso à verdade. A causa da passividade da mente às vezes está na idéia de que a utilização do cérebro é um impedimento para o desenvolvimento da vida divina no crente. Mas a verdade é que a não utilização do cérebro é que impede isso, e a utilização maligna do cérebro também impede isso, mas a utilização normal e pura do cérebro é essencial e útil para a cooperação com Deus (p. 140/141).

PASSIVIDADE DO JULGAMENTO
Passividade de julgamento e de razão expressa a situação em que o homem fecha a mente a todos os argumentos e conceitos contrários àqueles que o levaram à conclusões estabelecidas...O crente que está nesse estágio de passividade acaba caindo num estado de positivismo maligno e de infalibilidade, do que nada é capaz de liberar o “julgamento” a não ser o choque violento de descobrir que foi enganado e possuído por espíritos malignos (p. 142).

MANIFESTAÇÕES DA INFLUÊNCIA DE ESPÍRITOS MALIGNOS TIDAS COMO CARACTERÍSTICAS NATUAIS
As manifestações são em geral tidas como características naturais ou enfermidades. A obra do Senhor é posta de lado ou, até mesmo, nunca é iniciada porque o crente está “cansado demais” ou então “sem dons” para faze-la. Ele é “nervoso”, “tímido”, não tem o “dom da palavra” ou “poder de raciocínio” para fazer a obra de Deus; mas na esfera social essas “deficiências” são esquecidas e os “tímidos” brilhas, dando o melhor de si. Não lhe ocorre de perguntar porque somente no que diz respeito a fazer a obra de Deus é que eles são tão incapazes – mas é somente em relação a esses serviços que as obras ocultas de Satanás interferem.

CONCEITO ERRÔNEO DE NEGAR A SI MESMO
Sob o conceito de entregar a si mesmo a Deus, como significando autonegação, autorenúncia e, praticamente, auto-aniquilação, o crente deseja não ter mais consciência de personalidade, de necessidades pessoas, de disposições pessoais, tais como sentimentos, desejos, aparência exterior, circunstâncias, desconfortos, opiniões sobre outros, etc., para ter “consciência” somente de Deus movendo-se, operando e agindo por meio dele. Tudo isso realmente aparente ser “auto-sacrifício” e “espiritual”, mas resulta na inteira supressão da personalidade e dá terreno legal a espíritos malignos por meio da passividade de todo o seu ser. Isso permite que os poderes das trevas operem e gerem uma “falta de consciência”...de modo que já não é capaz de saber quando eles estão sofrendo e quando ele mesmo causa sofrimento a outros.

PASSIVIDADE CAUSADA PELA ACEITAÇÃO ERRÔNEA DO SOFRIMENTO
O crente decide aceitar “sofrer com Cristo” no “caminho da cruz” e, para cumprir seu desígnio com relação a isso, a partir de então passivamente se entrega ao sofrimento em qualquer forma que se apresente, crendo que “sofrer com Cristo” significa recompensa e frutificação...Eles se consideram mártires quando, na verdade, são vítimas, não sabendo que o sofrimento é um dos principais sintomas de possessão. Ao colocar um homem no sofrimento, os espíritos malignos descarregam nele sua inimizade e odeio pelo ser humano.
O sofrimento diretamente causado por espíritos malignos pode ser diferenciado da verdadeira comunhão nos sofrimentos de Cristo por uma completa ausência de resultados, tanto em frutos e vitória como em amadurecimento espiritual (p. 155).


O CHOQUE QUANDO O CRENTE COMPREENDE A VERDADE
É grande o choque quando o crente compreende pela primeira vez a verdade sobre o engano e a possessão como possíveis para ele; mas quando isso acontece, a alegria daquele que se aplica a entender e a lutar pela completa libertação é maior do que as palavras podem descrever. A luz é derramada sobre problemas sem solução há anos, tanto na experiência pessoal como nas perplexidades do ambiente, assim como nas condições em que se encontram a igreja e o mundo...(p. 150).


O LUGAR DA VERDADE NA LIBERTAÇÃO
Há um princípio fundamental envolvido no poder que a verdade tem para libertar dos enganos do diabo: libertação de haver-se crido em mentiras deve se dar por meio de se crer na verdade. Nada consegue remover uma mentira a não ser a verdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:32).
Se o crente precisa de liberdade, deve pedir ao Filho de Deus. Como o Filho liberta? Por meio do Espírito Santo, e o Espírito liberta pela instrumentalidade da verdade... (p. 115).

(disponível na Editora dos Clássicos)

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