INTOLERÂNCIA BÍBLICA (D.M.Lloyd-Jones)

Gostaria de enfatizar esta verdade, asseverando que existe, na fé cristã,um lado de intolerância. Vou mais além e afirmo que, se não temos visto estelado intolerante da fé, provavelmente nunca vimos verdadeiramente a fé.Todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. O Novo Testamento nosdiz que assim fez nosso Senhor e todos os apóstolos, e que eles se opuserame advertiram as pessoas contra isso. Mas pergunto novamente: isto érealizado hoje? Qual sua atitude pessoal quanto a isso? Acaso é você umadaquelas pessoas que diz que não há necessidade dessas negativas, e quedeveríamos estar contentes com uma apresentação positiva da verdade?Subscrevemos o ensinamento prevalecente que discorda de advertências ecríticas ao falso ensinamento? você concorda com aqueles que dizem que umespírito de amor é incompatível com a denúncia crítica e negativa dos errosgritantes, e que temos de ser sempre positivos? A resposta mais simples atal atitude é que o Senhor Jesus Cristo denunciou o mal e os falsos mestres.Repito que Ele os denunciou como "lobos vorazes" e como "sepulcros caiados"e como "guias cegos".O apóstolo Paulo disse de alguns deles: "o deus deles é o ventre, e aglória deles está na sua infâmia". Esta é a linguagem das Escrituras. Podehaver pouca dúvida, mas a Igreja está como é hoje porque não seguimos oensinamento do Novo Testamento e as suas exortações, e nos restringimos aopositivo e ao assim chamado "Evangelho simples", e fracassamos em acentuarnegativas e críticas. O resultado é que as pessoas não reconhecem o erro,quando se defrontam com ele. Aceitam aquilo que aparenta ser bom, e seimpressionam com aqueles que vem às suas portas falando da Bíblia eoferecendo livros sobre a Bíblia e profecias e coisas deste tipo. E eles, nacondição de sua ignorância infantil, freqüentemente ajudam a propagar ofalso ensinamento, porque não conseguem ver nada de errado nele. Além dissonão compreendem que o erro deve ser odiado e denunciado. Eles imaginam-se asi mesmos cheios de um espírito de amor, são iludidos por satanás, a feradestruidora que estava no encalço delas, e que, num bote súbito, os agarroucom sua esperteza e sutileza.Não é agradável ser negativo; ter que denunciar e expor o erro não dáalegria. Mas qualquer pastor que sinta, em pequena medida, e com humildade,a responsabilidade que o apóstolo Paulo conhecia num grau infinitamentemaior pelas almas e o bem estar espiritual de seu povo, é forçado a fazerestas advertências. Isto não é desejado nem apreciado por esta modernageração moralmente fraca. Muito amiúde a bancada tem controlado o púlpito egrande dano tem sobrevindo à Igreja. O apóstolo adverte a Timóteo que viráum tempo em que as pessoas "não suportarão a sã doutrina". Este éfreqüentemente o caso no tempo presente, e assim tem sido durante esteséculo. Por isso é importante que cada membro deva ter uma concepção real daIgreja e do oficio do ministro em particular.Não é surpresa que a igreja seja o que é hoje, pois lhe têm sido dadosfilosofia e entretenimento. Por meio delas um ministro pode, por enquanto,atrair e segurar uma multidão; mas não pode edificar; a tarefa dospregadores é edificar, não atrair multidões. Nada edifica a não ser ainadulterada Palavra de Deus. Não há autoridade fora dela; e ela não pode demodo algum ser modificada ou nivelada para se adaptar à moda da ciênciamoderna, ou a alguns supostos "resultados confirmados da crítica" que estásempre em modificação. É o "eterno Evangelho" e é: a "Eterna Palavra a mesmaque Paulo e os demais apóstolos pregaram, a mesma Palavra que osReformadores protestantes pregaram, os Puritanos, e os grandes pregadores deduzentos anos atrás, como também Spurgeon no último século, sem qualquermodificação que fosse. É pelo fato de isso ter sido tão amplamente esquecidonos últimos cem anos que as coisas hoje estão como estão.
Copiado de http://www.geocities.com/Athens/Delphi/7162, que extraiu do Jornal "Os Puritanos" Ano III No. 3

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