Comunhão em Caxias, São Leopoldo, Canoas e Porto Alegre

A MANIFESTAÇÃO DOS FILHOS DE DEUS
(Parte IV)

É curioso como Deus trabalha. Ele próprio se fez uma criançinha tão pequena e frágil. O criador do universo, o Senhor dos Senhores e dos Exércitos, ali, num estábulo, tão pequeno e tão maravilhoso; Além dos anjos, e de três convidados distantes, quem do Seu povo foi ao Seu encontro? Pastores humildes, com roupas rústicas, mãos calejadas, atraídos somente pelo filho de Deus! Seu ministério não foi diferente do seu nascimento. Havia muitas multidões que o seguiam em busca de curas, alimentação gratuita ou de um revolucionário que os libertasse do poder Romano. Quando Ele podia revelar toda sua glória para as multidões, ele preferia ir para lugares mais íntimos, retirados. Hoje quanto dinheiro e esforço não é realizado para agregar multidões para ouvir o evangelho? Mas quando o próprio Evangelho em Carne esteve nesta terra, nunca procurou as multidões, preferia estar com poucos, em meio a refeições simples, com pessoas simples. Quão maravilhosos devem ter sido aqueles momentos de simplicidade, os quais mudaram a vida de prostitutas, cobradores de impostos e paralíticos, trazendo alguns à vida dentre os mortos. No final de seu ministério entretanto, nosso Amado ficou só, abandonado pelos seus discípulos mais próximos e até pelo Pai. Após sua ressurreição, ascensão e entronizações gloriosos, restaram-Lhe apenas cento e vinte irmãos e irmãs orando em uma casa alugada. Um ministério tão fantástico, um resultado tão pequeno, certamente uma decepção para os pregadores de hoje, mas essa é a maneira de Deus trabalhar. Quantos hoje que estão em meio às multidões que vão a grandes eventos realmente amam e conhecem a Deus? Qual o resultado das centenas de conversões que ocorrem todos os dias? As estatísticas demonstram o acelerado crescimento dos crentes, mas há tão pouca mudança de vida e da sociedade. O “Cristo grátis” e o “caminho largo” que o cristianismo está oferecendo não é capaz de trazer mudanças, conversões verdadeiras, mas apenas decepção, tanto para os “convertidos” como para os seus familiares e amigos. As pessoas querem vida!
Ainda hoje, a criação está gemendo, aguardando a manifestação dos filhos de Deus. Essa manifestação somente pode ocorrer quando cada um de nós deixar de evitar a experiência da cruz, a única forma de liberar a vida divina, a fim de suprir vida e esperança a essa criação tão machucada e oprimida. A expectativa ainda continua, basta olhar para os rostos dos nossos próximos, dos nossos amigos ou das pessoas que caminham apressadamente pelas ruas de nossas agitadas cidades, em busca de algo que ainda não sabem o que seja.
Talvez ainda evitemos a cruz por não conhecermos os seus benefícios para conosco, nem o estrago produzido pela queda na nossa pessoa, nem muito menos o plano de Deus para nós. Pela ordem da criação, é possível inferir que Lúcifer tivesse grande domínio neste universo, com poder e sua glória, mas, pela sua soberba, foi-lhe retirada tal primazia (Is 14:12-15 c/c Ez 28:13-18). Para derrotar esse Querubim Glorioso e Orgulhoso, Deus então iniciou uma delicada obra, tomou um pouco de barro e começou a moldar algo que, aos poucos, foi tomando a forma de um pequeno ser, chamado homem, muito frágil e delicado; qualquer acidente poderia machucá-lo, qualquer distração poderia derrubá-lo; não tinha consciência das coisas boas ou más; cheio de dúvidas, tinha de perguntar tudo ao seu Criador, com o qual se encontrava no final do dia para agradáveis e longas conversas; a tal homem limitado, Deus incumbiu de maior tarefa deste universo: expressar o Criador e governar sobre toda a criação (Gn 1:27-28; Lc 10:19)!
Um absurdo, pensou Lúcifer: - esse homenzinho de barro vai me derrotar e reger a terra? Não pode ser algo sério. Após ardiloso planejamento, o estrago foi feito e aquele homenzinho, infectado pelo pecado, tornou-se carne. Por um lado o homem caiu e estava arruinado; por outro, Satanás foi aprisionado na carne humana. Na plenitude dos tempos, Deus então enviou seu Filho para morrer por nós, substituindo-nos na cruz, derrotando assim o poder da carne e com ela o pecado, o velho homem (Rm 6:6), a velha criação (2 Co 5:17), a morte e seu poder (1 Co 15:55) e o Diabo (Hb 2:14). Muito mais que sofrimento, a cruz é libertação! (Jo 12:24; Lc 4:18) A cruz não é anulação do que somos (Hb 10:39; At 2:27; Tg 1:21; Lc 21:19; 3 Jo 2), mas a revelação do Poder de Deus e do Seu plano para nós (2 Co 12:9). Após passar por experiências de cruz, somos libertos e a vida de Deus é expressa (1 Co 15:55; Jo 10:10; Rm 5:17). Essa é a gloriosa manifestação dos filhos de Deus que a humanidade tanto aguarda (Rm 8:19)!


VERGONHA DE QUEM?

Como necessitamos restaurar nossa comunhão com Deus! Como ainda temos vergonha de nos expor diante de nosso Pai! Mas de onde vem essa vergonha e essa distância? Antes de caírem, Adão e Eva andavam nus e não tinham vergonha de estarem diante de Deus. Não tinham nada a esconder, pois seu Criador tudo sabia e mesmo assim os amava. Foi o mesmo sentimento do Salmista: Senhor, Tu me sondas e me conheces... pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe (Sl 139:1, 13).
Há um engano muito comum que costuma distanciar os filhos de Deus do Seu Pai: a de que Deus estaria decepcionado com eles. Como isso poderia ocorrer se todos os nossos dias já foram contados (Sl 139:16)? Sabendo de todas nossas mazelas, mesmo assim o Senhor nos escolheu nEle e nos predestinou para Ele (Rm 8:29; Ef 1:4,5) O Senhor nos aguarda, pois tem saudades de ter comunhão conosco (Ct 7:10; Is 44:22; Jr 3:1)
Sua noiva está ataviando a si mesma (Ap 21:2). A Nova Jerusalém é formada por pedra vivas, as quais somos nós (1 Pe 2:5) e é muito sugestivo que essas pedras sejam de um tipo de ouro não encontrado na velha criação: são de ouro transparente como vidro (Ap 21:18). A transparência dessas pedras vivas permite que a luz, que é a glória de Deus, atravesse e se expresse plenamente através delas. Que glória (Rm 9:23; 1 Co 1:27; 2 Co 3:10)!
Temos tantas coisas para falar com o nosso Pai querido. Tantas coisas ainda impedem nossa transparência para com Ele, com se fosse possível ocultar-Lhe algo; quantas feridas, quantos desejos, quantos planos ainda guardamos trancados em nosso coração. A esposa nada tem a esconder de seu marido; assim a igreja não deveria temer ou ter vergonha de se despir de conceitos, padrões ou seus fracassos diante de Cristo. O Senhor quer voltar a participar da nossa vida. Lancemos fora nossos “pacotes” de pecado ou de religiosidade. Vamos dar o primeiro passo e voltar a ter comunhão com Ele como antes (Jr 2:2), pois nada poderá nos separar desse amor (Rm 8:35-39).
O Geraldo então compartilhou conosco acerca do casamento e de como ele prefigura o relacionamento íntimo entre Cristo e a Igreja. Esse seria um dos vários motivos de o inimigo de Deus estar atacando tanto os casamentos cristãos. Algo que antes era raro, hoje há notícias recorrentes em várias cidades acerca de separação entre casais cristãos. Realmente, Satanás odeia essa figura tão celestial que anuncia a união orgânica entre Cristo e sua amada igreja. Um casamento normal, com casais que se amam “perdidamente”, é tão impactante que o simples fato de haver casais assim na sociedade em que vivemos já anuncia em alta voz, por si só, a obra de Deus e sua intenção em desposar sua noiva em amor. Nesse sentido, pode-se dizer que os casamentos saudáveis são parte integrante e maravilhosa da pregação do evangelho do Reino! O marido amando sua esposa e dando sua vida por ela e a esposa amando seu marido e auxiliando-o forjam um testemunho vivo do plano de Deus para os homens, chamando a atenção de familiares, vizinhos e amigos, os quais certamente anelam por modelos e anseiam em descobrir o segredo de uniões tão celestiais. O segredo é Cristo e a Igreja!
Alguns casais compartilharam então suas experiências. Marcou-nos contudo o testemunho de uma jovem que havia sofrido uma decepção amorosa, tendo confessado, entre lágrimas, ao seu pai:
- pai, quero um casamento para mim como o seu com a mamãe!
Outra irmã compartilhou acerca do tempo em que seu marido e ela eram namorados, há vários anos atrás, tendo sido interrompida pelos presentes:
- ué, vocês não são mais namorados?
Deixei os irmãos no aeroporto e, mais tarde, o Geraldo ligou.
- perdemos o avião!
Ele havia anotado o horário errado ou a empresa trocou o horário na Internet e não comunicou os passageiros. De qualquer forma, apanhei novamente os irmãos e voltamos para casa, sem saber direito o que estava acontecendo. De noite, fomos até uma pizzaria da cidade; onde um grupo optou por pizza a la carte e outro por rodízio. As pizzas estavam ótimas, assim como a comunhão. A avião partiria às 6:00 da manhã seguinte.
De tarde, toca o telefone.
- Adelson, é Geraldo. Descobri porque perdemos o avião. O aeroporto de Vitória estava fechado há cinco dias e somente abriu para o nosso vôo das 6:00 h. Se tivéssemos ido antes, teríamos ficado esperando a abertura do Aeroporto até a manhã do dia seguinte.
- Graças a Deus!

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