Revolução

Comprei esse livro por causa de outro, de autoria de BARNA e VIOLA, Cristianismo Pagão. Para minha surpresa, a Editora ABBAPRESS publicou os dois em português.
Jorge Barna é um dos grandes autores dessa nova onda que está varrendo o mundo formada por "revolucionários" que, insatisfeitos com o sistema religioso ofertado, estão buscando algo mais, na realidade, estão buscando mais de Cristo, mais vida, mais consagração, mais amor, mais realidade. Os revolucionários não são contra os sistemas, apenas admitem que ele é insuficiente e querem mais!

George Barna, dirige um instituto que, durante muito tempo trabalhou para denominações e empresas que os contratava para realização de pesquisas que pudessem ser utilizadas para definição de rumo e estratégia para essas organizações.

Com base nessas pesquisas, Barna ficou maravilhado ao encontrar uma "espécie" de cristão que diferia do padrão de cristão americano. Esses irmãos, diferentemente de seus conterrâneos, apresentavam 7 características marcantes muito semelhantes àquelas que identificavam a igreja do primeiro século:

a) adoração íntima: viviam no gozo de poder adorar o Criador;

b) conversas apoiadas na fé: relacionavam-se com base na alegre perspectiva que a nova vida lhes proporcionava, ensejando um testemunho prevalecente da atuação de Deus;

c) crescimento espiritual deliberado: a fé era o centro de suas vidas;

d) serviço: "eles viviam para servir e não para ser servidos";

e) investimento de recursos: eles usavam seus recursos em prol de todos os cristãos;

f) amizades espirituais: os relacionamentos que mantinham era tudo para eles;

g) família da fé: o lar era a igreja.

As conclusões de Barna são impressionantes quando comparada às nossas experiêncais e expectativas.

Creio que nenhum outro livro pode expor de forma tão clara o momento atual que estamos vivendo também no Brasil.

Abaixo, aguns trechos:

- a mentalidade revolucionária é simples. Faça tudo que é possível para aproximar-se de Deus e ajudar outros a fazerem o mesmo. Destrua qualquer obstáculo que impede você de honrar a Deus cada vez que respira (p. 51);
- A vida é as vezes tão complicada que fica difícil para você permanecer cristão? Simplifique sua vida (p. 40);
- A sociedade está arrastando você na direção oposta àquela em que Jesus o chama? Reconheça que a sua vida faz parte de uma guerra espiritual entre Deus e Satanás, firma a sua posição e siga adiante (p. 40);
- Não há nada de errado com a igreja local...o que importa é ter um relacionamento autêntico com Deus e seu povo... Devemos ter em mente que aquilo que chamamos de "igreja" é apenas uma interpretação de como desenvolvemos e vivemos uma vida centrada na fé. Nós a construímos. Ela pode ser sadia ou útil, mas não é sacrossanta (p. 48-49);

O livro apresenta dados estatístico e procura levar o leitor, de forma declarada, a também se tornar um revolucionário.

Trata-se também de uma fonte de encorajamento para aqueles que pensam estar sós. Revolução apresenta um quadro atual da movimentação do Espírito Santo nos EUA, onde milhares de santos estão caminhando para fora das amarras do sistema e procurando manter viva sua fé das formas mais variadas possíveis.

Aproveitei o apanhado de Barna para procurar entender esse fenômeno no Brasil. Em uma próxima postagem, pretendo apresentar minhas conclusões. Por enquanto, conseguimos identificar algumas formas como os revolucionários se reúnem:

a) modelo congregacional: há um local alugado ou comprado onde os santos se reúnem para louvar, estudar, ministrar a Palavra e exercitar seus dons. Os membros estão ciente de que não se trata de um templo, mas apenas um local de reuniões.

b) modelo igreja nas casas: não há local de reuniões grandes, mas há dias fixos e locais pré-determinados para as reuniões nas casas. São realizadas todas as atividades encontradas no modelo congregacional, inclusive evangelismo, migração e até missões nacionais e internacionais.

c) modelo avulso: não há dias fixos ou locais pré-determinados. Os irmãos se encontram de acordo com o sentimento e a direção do Espírito Santo. Eles também freqüentam reuniões nas casas e nas congregações, inclusive as congregações denominacionais.

Talvez você possa estar pensando: qual o melhor modelo? Bem, devo-lhe dizer que não há. Todos esses três modelos apresentam pontos fortes e pontos fracos, riscos e trunfos. O que existe é apenas a direção de Deus para a vida deles, em determinado lugar e em determinado período de tempo. Um modelo pode ser eficiente para você, mas pode não me suprir. Por exemplo, conheço irmãos que se reúnem no modelo avulso. São santos muito crescidos em vida e com profunda experiência da Cruz, além de um conhecimento abrangente da Palavra de Deus. Esse modelo, contudo não parece ser eficiente para novos convertidos, que necessitam de apoio e acompanhamento no início de sua caminha espiritual. Já o modelo congregacional parece ser muito útil para os novos já que normalmente dispõe de estudos bíblicos e ministrações acerca das verdades básicas da fé, entretanto, dependendo do tamanho do grupo, pode levar lentamente ao sistema de clérigos e leigos.

O mais importante, penso, é estar atento à voz de Deus e, após ouvi-la, obedecer e agradar ao nosso Amado.

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